



Segunda-Feira, 26 de Janeiro de 2026 @ 11:33
São Paulo - Durante a tempestade que afetou 40 estados nos EUA, o rádio se destacou novamente como o meio mais confiável de informação, operando mesmo diante de apagões e falhas em redes digitais.
Atualizado - A passagem da tempestade de inverno Fern por grande parte da metade leste dos Estados Unidos neste fim de semana voltou a destacar o papel essencial do rádio como fonte de informação e continuidade durante emergências. Com apagões, interrupções em serviços e alertas climáticos se espalhando por vários estados, o meio demonstrou mais uma vez sua resiliência ao permanecer no ar quando outros canais falharam.
Mais de 245 milhões de pessoas, distribuídas em 40 estados, estavam sob a projeção da tempestade, que combinou neve, gelo e chuva congelante, criando condições perigosas em rodovias e centros urbanos. Segundo o portal PowerOutage.us, mais de 844 mil consumidores ficaram sem energia elétrica apenas na manhã de domingo (25). Em meio às falhas em redes móveis e serviços de internet, o rádio se manteve como o meio mais confiável de comunicação, especialmente através dos receptores veiculares.
A situação também reacendeu preocupações na indústria de radiodifusão, já que alguns fabricantes de automóveis têm considerado reduzir ou eliminar receptores AM/FM dos painéis de seus veículos. A estratégia contrasta com a realidade vivida por milhões de americanos, que dependem do rádio em situações de emergência, quando a infraestrutura digital se torna inacessível.
Profissionais técnicos na linha de frente
Com torres cobertas de gelo e temperaturas próximas de zero grau Fahrenheit, engenheiros de diversas emissoras trabalharam para garantir a operação dos transmissores, geradores e enlaces de comunicação (STL), mantendo os sinais no ar durante o pico da tempestade. Em nível federal, a tempestade também levou à ativação de protocolos emergenciais.
No dia 23, a Comissão Federal de Comunicações (FCC) acionou o Disaster Information Reporting System (DIRS) em parceria com a FEMA, abrangendo regiões de Alabama, Geórgia, Kentucky, Mississippi, Carolina do Norte, Carolina do Sul, Tennessee e Virgínia. As emissoras dessas áreas passaram a enviar relatórios diários de operação até o encerramento do alerta.
Com milhões de americanos enfrentando apagões, estradas congeladas e cancelamentos de eventos, o episódio reforçou a relevância do rádio como meio independente de redes de dados, reafirmando seu valor prático e social em momentos de crise.

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E por qual razão olhar para lá fora?
O tudoradio.com costuma observar esses pontos de curiosidade dos números do rádio internacional para mapear possíveis mudanças de hábitos e a manutenção do consumo de rádio em diferentes países. Assim como ocorreu no ano anterior, periodicamente a redação do portal irá monitorar o desempenho do rádio nos principais mercados do mundo e, é claro, fazendo sempre uma comparação com a situação brasileira. E, como de costume, repercutindo também qualquer número confiável sobre o consumo de rádio no Brasil.
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Com informações do portal RadioInk


