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Segunda-Feira, 08 de Julho de 2019 @ 07:31

Com mais uma FM em capital, formato adulto-contemporâneo avança no mercado de rádio brasileiro

São Paulo - Clock FM inicia expectativa em Vitória (ES) e amplia presença de FMs no formato adulto-contemporâneo. "FMs adultas" registram resultados expressivos nos principais mercados brasileiros

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Seguindo uma tendência internacional, o formato de rádio adulto-contemporâneo está em expansão pelo Brasil. E esse avanço ocorre em várias frentes, seja no maior número de estações que estão atuando nesta linha, avanços na participação da audiência e até a criação/crescimento de redes nacionais. Lá fora, institutos indicam que o formato tem ampliado a sua participação na audiência de forma exponencial. Aqui, nos principais centros, o cenário se repete (como em São Paulo e no Rio de Janeiro). Acompanhe:

No primeiro semestre de 2019, por exemplo, o mercado brasileiro viu a consolidação da Alpha FM 101.7 na vice-liderança geral de audiência na Grande São Paulo (Kantar Ibope Media), emissora de formato adulto-contemporâneo. Além disso, a Antena 1 FM 94.7 tem avançado de forma expressiva na capital paulista, batendo seus próprios recordes de audiência e, em períodos importantes, alcançando a sexta colocação geral.

Já no Rio de Janeiro, o mercado local e também o nacional se impressionou com o forte avanço visto nos números da JB FM 99.9, emissora que chegou a alcançar a liderança geral na medição atualizada em maio deste ano, emissora que atualmente está na vice-liderança geral e também tem batido seus próprios recordes de audiência.

O avanço do formato não fica restrito à essas emissoras e mercados. Várias estações estão colecionando números expressivos de audiência, como a Alvorada FM 94.9 em Belo Horizonte, Ouro Verde FM 105.5 em Curitiba, G FM 90.1 em Salvador, A Tarde FM 103.9 de Salvador, Alpha FM 102.1 em Goiânia, Antena 1 FM 107.5 em Campinas, Antena 1 FM 92.1 em Florianópolis, Continental FM 98.3 em Porto Alegre, entre outras emissoras.

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Sobre redes, o formato conta com a expansão da marca liderada pela NovaBrasil FM 89.7 de São Paulo (emissora que também está entre os maiores volumes de audiência da capital paulista), que chegou a Goiânia e Aracaju neste ano. A Antena 1 também tem expandido a sua atuação, contribuindo com o avanço da cobertura do formato.

Iniciativas locais e novas também dão o tom desse momento. Ontem (7) foi iniciada a fase de expectativa da futura Clock FM 105.7 de Vitória (ES), projeto de formato adulto-contemporâneo que deverá fazer a sua estreia neste mês no dial capixaba. Irá concorrer no formato com a Antena 1 FM 106.9 e a Tribuna FM 99.1. E, em junho, a região de Americana (SP) acompanhou o surgimento da FM Gold FM 94.7 de Santa Bárbara D'Oeste (SP).

No interior do país, são vários os investimentos no formato. Em Ribeirão Preto, por exemplo, o mercado local tem acompanhado a evolução dos projetos executados pelas rádios Diário FM 99.7 e Melody FM 94.1, ambas dentro da aba adulto-contemporânea, mas com propostas novas para o formato. Em Campinas, há a evolução do projeto da Nova FM 103.7. 

Em Uberlândia, a Educadora FM 90.9 tem se destacado no mercado mineiro. Já no interior catarinense, a 90 FM Lite Hits FM 90.5 de Blumenau apareceu em terceiro geral em uma pesquisa recente de audiência, sendo um resultado histórico para a FM e para o formato.

A migração AM-FM tem auxiliado na expansão desse formato pelo interior e em capitais. São vários os frutos para o formato a partir desse processo. Exemplos como Beach Park FM 102.7 em Fortaleza, Cocais FM 89.5 em Teresina, Mais FM 93.1 de São Luís, Rádio Hits FM 99.7 em Macaé (RJ), Rádio Cabo Frio FM 89.3 em Cabo Frio (RJ), Máxima FM 89.9 em Guaratinguetá (SP), NovaBrasl FM 90.1 em Birigui (SP), Antena A FM 100.5 em Joaçaba (SC), Difusora Prime FM 97.5 de Formiga (MG) reforçam esse panorama.

Segunda ou primeira rádio. E o dia de trabalho

As emissoras de formato adulto-contemporâneo costumam a ser a "segunda rádio" da audiência, estando presentes na sobreposição de outras estações de diferentes formatos. Isso auxilia na composição e ampliação da audiência das FMs adultas. Porém, em muitos casos, várias FMs de formato adulto-contemporâneo já conseguiram inverter essa condição, tornando a primeira opção de parte da audiência disponível.

O mesmo vale para os grupos de comunicação, que estrategicamente optam por formatos mais populares (dentro das variações de jornalismo, popular/hits e até jovem/pop) em suas emissoras principais e, no segundo canal (as vezes terceiro, em alguns casos), implantam uma rádio de formato adulto-contemporâneo. Isso varia conforme as características de cada cidade/região.

O "work day", há anos como uma situação mais clara no mercado norte-americanas, tem auxiliado de forma expressiva na composição da audiência das rádios de formato adulto-contemporâneo no Brasil. Conforme as pesquisas de audiência consigam cobrir melhor a audição em ambientes de trabalho (ou durante essas tarefas), a tendência é de ampliação da fatia adulto-contemporânea. E a disponibilidade do áudio das rádios via canais digitais tem auxiliado esse acesso para a audiência.

Variações

O formato adulto-contemporâneo é muito amplo. Tradicionalmente ele foi trabalhado no Brasil como um gênero de elite (na divisão social) e de nicho. Porém, há algum tempo, vários projetos de rádios desse formato tem realizado aberturas em suas programações, tornando o gênero mais abrangente. Isso tem auxiliado na ampliação da audiência.

Outras variações também chamam a atenção, como as rádios que transitam entre os públicos jovem-adulto (atualmente observado na parte de entretenimento da Jovem Pan FM 100.9 e a transição da Transamérica FM 100.1) e as rádios "especializadas" em um gênero ou linguagem musical, como a 89 FM A Rádio Rock FM 89.1 (hoje em terceiro geral na audiência paulistana), Cidade FM 102.9 do Rio de Janeiro, Mundo Livre FM 93.9 de Curitiba, Rádio 102.3 FM 102.3 de Porto Alegre, entre outras.

Rádios taxadas de populares também podem atingir públicos de faixas etárias mais elevadas, ampliando essa variação.

Não é uma queda de outros formatos

O avanço do adulto-contemporâneo não significa um retrocesso de outros formatos (exceto em alguns casos determinados). Projetos populares, de jornalismo e mais jovens também tem avançado pelo Brasil, seja na audiência ou na expansão em diferentes mercados brasileiros. E dentro desses perfis há uma variação para atuação com faixas acima dos 25 anos. 

Há uma verificação por parte do mercado de que o avanço do formato adulto-contemporâneo tem ampliado a audiência de rádio, seja no tempo de audição, como também no alcance do veículo. 

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Tags: Panorama, audiência, comportamento, formatos, adulto-contemporâneo, projetos

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Daniel Starck

Daniel Starck é empresario, jornalista e proprietário do tudoradio.com (veiculo que atua há mais de 17 anos voltado aos interesses do rádio brasileiro e de seus ouvintes). Formado em Comunicação Social / Jornalismo pela PUCPR, Daniel também já teve passagens por rádios como CBN, Rádio Clube e Rádio Paraná. Também atua como consultor nas áreas artística e digital.



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